Põe má nisso!
Enviado por rocha_karina em 13 de Dez, Ter
Melhor:
Pior:
Nova película de Pedro Almodovar no circuito. O diretor de “Carne Tremula”, “Tudo sobre minha mãe” e “Fale com ela” agora nos presenteia com “Má educação”.
Abordando (mais uma vez) a homossexualidade ele retrata seus efeitos desde a infância na vida de Ignácio (um excelente Gael Garcia Bernal) e Enrique (Fele Martinez).
A base do tumultuado roteiro é a história escrita por Ignácio. Esta se inicia autobiográfica, mostrando desde sua infância com Enrique e o padre Manolo no colégio. Enrique é a descoberta, o primeiro amor. O padre é o professor de literatura que abusa de seu poder e de seus desejos reprimidos sobre Ignácio. Até o desfecho, onde o protagonista, que virara um travesti vai até o padre para lhe chantagear pelo que lhe fez na infância.
O que leva Almodovar a abrir quatro frentes de trabalho, a infância, a juventude e o amadurecimento de Ignácio, e sua história com final fictício.
Ele, que se tornou ator, leva seu texto para Enrique, que se tornou diretor de cinema. Este se apaixona pelo que lê e aceita produzi-lo. No decorrer da produção Enrique faz novas descobertas sobre o passado de Ignácio.
A falta de linearidade do filme nos confunde, mas não chega a pecar. Falando em pecar: as cenas que envolvem o padre devem estar deixando (mais uma vez) a igreja de cabelos em pé. São fortes, mas vão além, são verossímeis.
Gael Garcia acaba, então, interpretando três personagens: um estudante cheio de caprichos, um ator que revê seu passado nas próprias palavras e um travesti que retoma seu passado para uma vingança.
Sei... Ficou meio confuso, mas escrever mais seria prejudicial a quem não viu AINDA.
Elogios mil ao menino Raúl Garcia são necessários. Ele interpreta Ignácio que na época de colégio fazia parte do coral. O garoto tem a voz dos anjos!
O filme retrata uma Espanha muito colorida e brega que faz bem aos olhos que estão viciados em NY ou LA. Boas atuações e revelações contundentes. Muito sexo e drogas, com a hipocrisia se digladiando com a inocência, com muita mentira e sordidez. Um Almodovar!
KArina Rocha