Pequena Miss Sunshine

  ( Little Miss Sunshine, EUA, 2006)
NOTA GERAL:

EXCELENTE
HISTÓRIA:

EXCELENTE
ATUAÇÃO:

EXCELENTE
DIREÇÃO:

ÓTIMO
VISUAL:

EXCELENTE
A Beleza da Fragmentação
Enviado por fabiofmb em 15 de Dez, Sex

Melhor: O final
Pior:

Quem vai ao cinema assistir a "Pequena Miss Sunshine" não imagina a densidade da qualidade do filme. Além de discutir o velho tema da família partida, ele trata de uma outra questão mais universal: A modernidade da fragmentação. A prova disto é a personagem Olive, belamente interpretado pela maravilhosa atriz-mirim Abiagail Breslin, que consegue encarar qualquer situação com a seriedade de um adulto. Assim estão não só as crianças, mas todos nós, fragmentados, repartidos e desorientados, como todos os personagens, uma mãe de família vivendo sua trivialidade, um pai que acredita falsamente em ser vitorioso, um avô viciado, um filho completamente fora de sua realidade, e um tio suicida, também belamente interpretado por Steve Carrel, mostrando ser um bom ator. Chega até dar um nó na garganta em certo momento pois não há como não se identificar com alguém. O final que vem sendo criticada por muitos que vêem o filme, é simplesmente maravilhoso, pois demonstra a simples solução de toda esta repartição: Jogar tudo para o alto em algum momento da vida, e fazer o que acha que é certo. Na verdade, quem sai do filme deve-se deixar brilhar pela humanidade a flor da pele, e ter a vontade de correr para entrar naquela Kombi amarela, e assim inserir-se na beleza da vida.

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