Le Coin Perdu - où est le votre?
Enviado por gabrielapmoura em 28 de Jan, Seg
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Enquanto sapeava pelos canais numa madrugada nada promissora, encostei em um filme que pareceu minimamente assistível: não havia assombrações, exorcismos e abordava um tanto da França.
Considerem-me uma leiga, influenciável, ou o que suas mentes aguçadas (ou presunçosas, por vezes) disserem para pensar, mas a história de "Um Bom Ano" se revelou, surpreendentemente, muito sedutora. O que era para ser uma mera distração até a chegada do sono se tornou um conhecimento, dos personagens, de velhos chateaux franceses e - por que não? - de mim.
Creio que todos nós temos memórias da infância perdidas no tempo, parentes que se distanciaram, sonhos em que deixamos de acreditar, pois a vida se mostrou mais difícil do que pensávamos. O filme despertou em mim uma consciência - que eu vinha tentando sufocar - sobre a vida ser única. Não há tempo de sobra para nos darmos ao luxo de ficarmos presos em escritórios, quando o que queremos é pisar em uvas e entender de vinícolas (exemplo adaptável).
A crítica principal desse site me decepcionou por seguir o velho padrão de críticas: azedo, mas tentando fazer algumas pequenas compensações, aqui e ali. Concordo que o ritmo do filme não é extraordinário, mas, sinceramente, o conteúdo dele é o que me basta, num tempo em que filmes como "A Hora do Rango", acabam sendo compreendidos em aspectos que nem ao menos pensavam em existir. Portanto, tendo em vista a amargura que o texto crítico transparece, só tenho a me posicionar totalmente contra o mesmo, e principalmente sua última frase, pois, mesmo que minimamente, o filme me fez ponderar sobre a minha própria vida e as escolhas que tenho feito. Qual é o seu medo de arriscar?