Minha Mãe Quer Que Eu Case

  ( Because I Said So, EUA, 2007)
Minha Mãe Quer Que Eu Case
Minha Mãe Quer Que Eu Case
Angélica Bito

Uma comédia romântica protagonizada por Diane Keaton tem tudo para ser uma excelente opção cinematográfica, correto? Não. Pelo menos é isso que prova Minha Mãe Quer Que Eu Case , sua nova incursão no gênero. Diane encabeça o elenco feminino nesta comédia que encontra nas mulheres seu público-alvo. Ela interpreta Daphne, uma mulher que criou sozinha suas três filhas, Maggie (Lauren Graham), Mae (Piper Perabo) e Milly (Mandy Moore). Controladora e teimosa, Daphne não vê problemas em se meter na vida das filhas, especialmente Milly, a caçula e única solteira do trio. Temendo pelo coração da garota, que já foi magoado algumas vezes ao longo de sua vida (como o de todos, aliás), a mãe superprotetora resolve procurar na internet a solução dos seus problemas. Ela coloca um anúncio num site de encontros e encontra um candidato que parece ser o genro ideal, o arquiteto Jason (Tom Everett Scott). Mas logo ela aprende que não pode controlar o coração da filha quando o charmoso músico Johnny (Gabriel Macht) entra na disputa pela atenção de Milly. O fato de Minha Mãe Quer Que Eu Case ser focado em personagens femininos, basicamente, faz com que o longa sofra com a “síndrome da falação” que ataca os seriados norte-americanos, como Gilmore Girls: Tal Mãe Tal Filha - protagonizado por Lauren Graham, aliás. Ou seja, haja ouvido para agüentar tantas mulheres falando sem parar durante mais de 100 minutos de filme. Mas o excesso de histerismo não é o único defeito do filme, mesmo porque esta característica pode não ser vista como ruim pela maioria dos espectadores (o que justifica o sucesso de seriados como o citado anteriormente). O roteiro do filme é raso, bobo e baseado em clichês. Assinado por Jessie Nelson, é uma prova de que a roteirista já esteve em melhores momentos em sua carreira, como em A História de Nós Dois (1999). No entanto, Minha Mãe Quer Que Eu Case ganha quando volta o foco de sua história às frustrações da mãe, mas não é o suficiente. O mesmo pode ser dito de Diane Keaton que, apesar de esbanjar simpatia e carisma na tela, não consegue segurar esta produção, nem mesmo Mandy Moore, igualmente carismática. A dupla faz um par adorável, mas tanta simpatia se perde entre bolos decorados, saias rodadas, tecidos de bolinhas, situações irreais e diálogos histéricos.


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