Câmera Nervosa: o não uso do tripé
Enviado por adorocine em 28 de Ago, Ter
Melhor: Filmagem!
Pior: nada!
Câmera Nervosa ou câmera em constante movimento. É assim que o diretor constrói a trilogia Bourne, e mais ainda esta terceira parte: o Ultimato!
Este uso do não tripé não só movimenta a cena, como nos coloca dentro da trama, parece que estamos correndo junto com Bourne (ops, ele não é mais Bourne)!
Essa técnica de filmagem que começou sutilmente com Luis Bunuel e que navegou para o cinema alemão e depois mais tarde, anos 70, o cimena americano veio a copiar mas bem sutilmente e somente agora estamos tendo de volta, serve para aumentar a adrenalina e para mostrar o movimento da personagem em tempo real. Na realidade não é possivel acompanhar aqueles movimentos de jackie Chan por exemplo. é preciso diferentes angulos de visão e cameras lentas. Nosso olhar não é capaz disto.
Em Bourne, somos capazes de ver como veríamos a ação dele na realidade. Muito bacana, muito diferente e surreal.
Sai da mesmisse, sai daquela coisa de John Woo (Missão Impossivel) ou Spielberg (Guerra dos Mundos).
Excelente. (isso só pela filmagem, porque se contar a trama e cosntrução das personagens e ator, aí arrasa de vez, mais que excelente);
Este sim é um filme para Matt damon atuar, não aquela fraca adaptação de 11 homens e um segredo (e suas piores ainda continuaçoes);
O diretor de Bourne sabe aproveitar o talento que tem em mãos.
Igor Capelatto
www.escritor.cjb.net