Nunca é Tarde para Amar

  ( I Could Never Be Your Woman, EUA, 2007)
Nunca é Tarde para Amar
Nunca é Tarde para Amar
Celso Sabadin

A quase “cinqüentona” Michelle Pfeiffer (incrível, ela nasceu em abril de 1958!) continua em plena forma e beleza, o que pode ser facilmente comprovado na comédia romântica Nunca É Tarde para Amar . No filme, ela interpreta Rosie, uma quarentona executiva de televisão que se apaixona por Adam (Paul Rudd), um jovem ator aproximadamente 20 anos mais novo que ela. Logo, o preconceito da diferença de idade vem à tona, mas o que Rosie não percebe é que todas as barreiras para que este relacionamento não dê certo são criadas por ela mesma, não pela sociedade que a cerca. Daí o título original do filme na primeira pessoa, I Could Never Be Your Woman , cuja tradução literal seria “Eu Nunca Poderia ser sua Mulher”. Na realidade, o roteiro e a direção de Amy Heckerling (a mesma diretora de As Patricinhas de Beverly Hills , ela própria “cinqüentona”) não parecem muito preocupados em discutir a fundo a tal questão do preconceito. Leve e totalmente descompromissado, o filme se propõe apenas a ser uma boa comédia romântica, daquelas que fazem o público sair do cinema com vontade de sapatear pela Avenida Paulista. E nisso ele é dos mais eficientes. Os personagens esbanjam simpatia e os conflitos são poucos e atenuados. Até a relação de Rosie com seu ex-marido (Jon Lovitz) é das mais bem-resolvidas. A mulher também não tem problemas com a filha pré-adolescente e a vilã do filme – uma secretária sem escrúpulos – é tratada com bom humor. Enfim, Nunca é Tarde para Amar é uma diversão escapista, alto astral, divertida e recheada de bons diálogos, para quem busca na tela grande uma boa dose de entretenimento sem preocupações. Claro que o espectador mais antenado com o universo da protagonista (ou seja, os bastidores da TV e do cinema) vai curtir melhor algumas sutilezas do filme, como a presença dos veteranos Henry Winkler (da antiga sitcom de sucesso Happy Days ) e Sally Kellerman (de M.A.S.H. ) em participações especiais. Destaque também para a excelente performance de Paul Rudd (que também esteve em O Virgem de 40 Anos e Ligeiramente Grávidos ) num papel verdadeiramente “chapliniano”.


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