Harry (Ralph Fiennes), chefe dos matadores Ray (Colin Farrell) e Ken (Brendan Gleeson), os envia para Bruges, na Bélgica, depois de um difícil trabalho em Londres. Lá, eles se metem em confusões com os moradores locais e turistas. De repente, suas visões sobre a vida e a morte são bruscamente alteradas.
Que belíssima estréia! Aos 38 anos, o inglês Martin McDonagh escreve e dirige o seu primeiro longa-metragem demonstrando um raro talento: equilibrar com harmonia o drama e a comédia. Delicioso, Na...
Martin McDonagh estreou brilhantemente nas telonas com o seu estilo cômico-dramático visto antes em suas peças de teatro. O filme mostra uma grande evolução em termos de tema, de enredo, de diálogos e ação se compararmos às suas peças mais famosas como The Beauty Queen of Leenane ou The Lieutenant of Inishmore. O ritmo entrecortado, os diálogos quase "nonsense", as ambiguidades são parte desse estilo melodramático-tragicômico de McDonagh. Fantástico, mas apenas para gostos refinados!
Nosso crítico Celso Sabadin só esqueceu de mencionar o ponto fraco do filme: a edição. O filme não tem ritmo, ou melhor, tem ritmo de drama sueco.
Para um filme que pretende ser comédia, a opção de edição arrastada se choca com os diálogos cínicos e hilariantes, o que compromete o efeito do filme junto ao público, que não consegue entender exatamente o que é este filme. E esta edição lenta mina as chances desse filme se tornar um grande sucesso.
Poderia ser um fenômenos de bilheteria e de público, se fosse mais dinâmico.