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A Ilha da Imaginação |
A Ilha da Imaginação
Celso Sabadin
Filme infantil, sim, mas sem subestimar a inteligência de ninguém. Nem da criança que vai ao cinema, nem do adulto que a leva. Assim é o bem-vindo Ilha da Imaginação , uma produção despretensiosa, dirigida por cineastas praticamente estreantes (Jennifer Flacket e Mark Levin), mas que conseguiu arrecadar quase US$ 50 milhões nas bilheterias norte-americanas. A trama gira em torno da garotinha Nim (Abigail Bresling) e seu pai, Jack (Gerard Butler, de 300 ), os dois únicos habitantes de uma ilha desconhecida, perdida em algum lugar do Pacífico Sul. Jack é um cientista que prefere o isolamento e o contato com a natureza para desenvolver suas pesquisas. Embora seu laboratório na ilha seja equipado com internet, rádio e suprimentos recebidos periodicamente, não há mais nenhum humano no lugar além dele e da filha. Por meio de uma sucessão de fatos improváveis que só o cinema sabe mostrar com credibilidade, as vidas de Jack e Nim acabam se cruzando com a de Alexandra (Jodie Foster), uma escritora de livros de aventuras que também vive isolada, porém, de outra forma: ela sofre de agorafobia e não tem coragem de sair de sua bela casa, em São Francisco. Estes três personagens, cada um “ilhado” à sua maneira, se envolverão em grandes aventuras que propõem com mote principal “que cada um seja o herói de sua história”. Algo como tomar as rédeas da própria existência. Jodie Foster, surpreendente num papel cômico, dá ao filme o grau de credibilidade que ele bem merece, fazendo de Ilha da Imaginação um programa dos mais agradáveis, simpáticos e – por que não? – inteligentes, para ser curtido por toda a família.