Limite Vertical

  ( Vertical Limit, EUA, 2000)
Limite Vertical
Limite Vertical
Celso Sabadin

A Nova Zelândia está com a bola toda, dentro do mercado internacional de cinema. Além do sucesso do neozelandês Russell Crowe ( O Gladiador ), o seu conterrâneo Mark Campbell é outro talento que também está conquistando cada vez mais espaço. Depois de dirigir grandes sucessos como A Máscara do Zorro e 007 Contra GoldenEye , Campbell assina agora a aventura Limite Vertical , que estréia neste fim de semana nos cinemas do Brasil. Bebendo na fonte dos filmes catástrofe dos anos 70, Limite Vertical mostra a aventura de Vaughn (Bill Paxton), um bilionário de poucos escrúpulos que não vai poupar esforços para escalar a montanha paquistanesa K2 (na verdade, as filmagens ocorreram no Monte Cook, na Nova Zelândia), tida como uma das mais perigosas do mundo. Porém, as intenções de Vaughn e de seu superequipado time de alpinistas não são meramente esportivas. A idéia é protagonizar uma grande jogada publicitária para promover uma das empresas do magnata. Fazendo parte do time está a jovem alpinista Annie (Robin Tunney, de O Fim dos Dias ), irmã do fotógrafo Peter (Chris O´Donnel, de Batman e Robin ), que documenta a expedição. Está formado o tripé: um aventureiro desonesto, uma intrépida alpinista e seu pacato irmão. Nem é preciso dizer que há uma tensão familiar no ar que precisa ser resolvida. Clichês acontecerão como avalanches. De qualquer maneira, a história não é o forte de Limite Vertical . A maior qualidade do filme fica por conta das impressionantes cenas de alpinismo filmadas de forma a não deixar cair o nível de adrenalina da platéia. Graças ao assessoramento de alpinistas treinados, ao domínio de câmera do diretor Campbell, aos modernos recursos de computação gráfica e, claro, a um superorçamento de US$ 75 milhões, frios no estômago não faltarão durante toda a projeção. Como trama, Limite Vertical deixa a desejar. Como entretenimento, é diversão garantida. Curiosidade final: o pé gangrenado do personagem Wick (Scott Glenn) não é efeito especial. Ele é do alpinista Mark Wetu, que perdeu os dedos tentando escalar o Everest, em 1994. 8 de fevereiro de 2001 ____________________________________________ Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br


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