| O júri escolhe e premia durante a cerimônia de encerramento os vencedores dos seguintes prêmios: Palma de ouro, Grande prêmio, Prêmio de interpretação feminina, Prêmio de interpretação masculina, Prêmio de adaptação e o Prêmio do Júri.
Longas-metragens
Presidente
- Wong Kar Wai
O presidente do Júri da 59ª edição do Festival de Cannes é um dos mais admirados do cinema oriental atual. Nascido em Xangai (China) e criado em Hong Kong, é conhecido por sua direção minimalista e belas e trágicas histórias de amores perdidos. Para se ter uma idéia de sua importância dentro do cinema oriental, vale citar que foi o primeiro cineasta chinês a vencer o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes. Isso em 1997, com Happy Together. Detalhe: ele nunca freqüentou aulas de cinema. Wong Kar Wai estreou na direção de um longa-metragem com As Tears Go By (1988). Entre suas produções, valem ser destacados Anjos Caídos (1995), Amor à Flor da Pele (2000) - um dos clássicos contemporâneos do cinema oriental - e o recente 2046 - Os Segredos do Amor (2004).
Júri
- Monica Bellucci
Italiana, a bela e charmosa Monica Bellucci nasceu no vilarejo de Città di Castelo, em 30 de setembro de 1968. Depois de uma promissora carreira como modelo, decidiu ser atriz. Debutou no cinema em 1992, em Drácula de Bram Stocker. Em 1997, foi nomeada ao César - o Oscar francês - por O Apartamento. Outros trabalhos de destaque em sua carreira são Malena (2000), Matrix Reloaded (2003) e Os Irmãos Grimm (2005).
- Helena Bonham Carter
Nascida 26 de maio de 1966, em uma família rica de Londres, Helena teve uma infância conturbada durante a qual seu pai sofreu paralisia e sua mãe um colapso nervoso que, segundo ela, a levaria a buscar trabalho como atriz, estreando nas telas em 1985. Em 1997, conseguiu uma indicação ao Oscar por seu papel na aclamada adaptação de Iain Softley, Asas do Amor. Recentemente, colaborou com o diretor Tim Burton em Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2005) e na animação A Noiva-Cadáver (2005).
- Lucrecia Martel
A diretora argentina nasceu em Salta, no dia 14 de dezembro de 1966. Sua boa formação a levou até a Escola de Cinema de Avellaneda. A notoriedade em seu país começou com o curta Rey Muerto (1995). Seu primeiro longa-metragem, O Pântano (2001), rendeu-lhe o prêmio de Melhor Filme no Festival de Berlim, impulsionando-a como a maior promessa do Novo Cinema Argentino.
- Zhang Ziyi
A atriz é chinesa, tem 27 anos e começou sua carreira no cinema hollywoodiano com A Hora do Rush 2, em 2001, contracenando com Jackie Chan. Ela atuou recentemente em 2046 - Os Segredos do Amor, produção de Wong Kar Wai, e Memórias de Uma Gueixa, ao lado de Ken Watanabe. A atriz foi eleita uma das 50 Pessoas Mais Bonitas do Mundo pela revista People, porém revelou que na China as pessoas precisam conhecer alguém muito bem para considerá-lo realmente bonito.
- Samuel L. Jackson
Samuel Leroy Jackson nasceu em 21 de dezembro de 1948, em Washington, nos EUA. O ator ficou bastante conhecido na década de 80 por sua interpretação em filmes de Spike Lee, como Faça a Coisa Certa, Mais e Melhores Blues e Febre da Selva. Por sua performance em Pulp Fiction - Tempo de Violência, em 1994, foi indicado ao Oscar. Depois disso, voltou a trabalhar com o diretor Quentin Tarantino em Kill Bill - Vol. 2. Jackson, que na juventude foi um militante do movimento negro, costuma interpretar tipos criminosos e ao mesmo tempo carismáticos.
- Patrice Leconte
Nascido em 12 de novembro de 1947, em Paris, o diretor francês estudou Cinema na prestigiada escola IDHEC. Já produziu mais de 30 filmes de diversos gêneros, entre eles um documentário ambientado no Camboja, chamado Dogora - Ouvrons Lês Yeux, e a comédia Ridicule, cuja trama se passa às vésperas da Revolução Francesa. Patrice Leconte foi cartunista na juventude, com trabalhos publicados na revista francesa Pilote.
- Tim Roth
Um dos mais expressivos atores ingleses na atualidade, Tim Roth nasceu em 14 de maio em 1961, em Londres, estreando no cinema em 1984 em O Traidor. O primeiro papel de destaque em Hollywood veio em Cães de Aluguel (1992), sob a direção de Quentin Tarantino. Em 1995, recebeu uma indicação ao Oscar por Melhor Ator Coadjuvante em Rob Roy - A Saga de Uma Paixão. Como diretor, estreou em 1998, no drama Zona de Conflito.
- Elia Suleiman
O nome do cineasta palestino Elia Suleiman pode parecer desconhecido ao grande público brasileiro. E realmente é. Em sua filmografia, o grande destaque é Intervenção Divina. A produção, que mostra a história de dois amantes - um deles vivido pelo próprio Suleiman -, rendeu ao diretor o Prêmio Internacional de Crítica no Festival de Cannes, em 2001. Desde então, Suleiman não rodou mais nenhum longa-metragem. Sua carreira começou em 1990, quando dirigiu o documentário em média-metragem Introduction to the End of an Argument, no qual analisa a questão racial dentro de famílias, apoiando-se em algumas obras cinematográficas.
Cine-fundação e Curtas-metragens
Presidente
- Andreï Konchalovsky
Nascido em 20 de agosto de 1937, o cineasta e diretor de teatro russo Andrei Konchalovsky ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes, em 1979, com Sibiriada. Talvez, nesse ano, ele tenha esquecido completamente que, na juventude, sonhava com uma carreira musical. Afinal, foi o início da consagração de seu nome como cineasta, tornando-o um dos expoentes do cinema russo. Seu primeiro longa-metragem foi realizado bem antes, em 1961: The First Teacher, uma história ambientada após a Revolução Russa de 1917. Em 1960, dirigiu Tio Vânia, adaptação da peça homônima escrita por Chekhov, apontada por muitos como um dos melhores filmes russos já feitos. Na década de 80, Konchalovsky enveredou-se no cinema internacional ao dirigir filmes em língua inglesa, como Os Amantes de Maria (1984), Expresso Para o Inferno (1985), Sede de Amar (1986) e Homer e Eddie (1989). No mesmo ano, o cineasta decepcionou muitos de seus fãs ao se render a Hollywood no filme Tango e Cash (1989). Por isso, nos anos seguintes, voltou à terra natal, onde se dedicou a produções teatrais. Mesmo assim, o cineasta ainda segue fazendo trabalhos em Hollywood, como A Odisséia (1997) e The Lion in Winter (2003).
Júri
- Sandrine Bonnaire
A atriz francesa Sandrine Bonnaire nasceu em 31 de maio de 1967, na cidade de Gannat. Casada atualmente com Guillaume Laurant, ela tem um filho com o ator norte-americano William Hurt. Seu primeiro longa-metragem foi Les Sous-Doués en Vacances, de 1981. Sandrine foi dirigida por Maurice Pialat em três filmes: A Nossos Amores (1983), Policia (1985) e Sob o Sol de Satã (1987). Sob a direção de Claude Chabrol, participou de Mulheres Diabólicas (1995). Recentemente, esteve nos cinemas brasileiros no drama Confidências Muito Íntimas(2004).
- Daniel BrÜhl
Daniel César Martín Brühl González Domingo nasceu em 16 de junho de 1978, em Barcelona, Espanha, mas, um ano depois, a família mudou para Cologne, na Alemanha. É filho do diretor alemão Hanno Brühl. Além de atuar, é vocalista da banda Purge. Em 2001, casou com a atriz Jessica Schwarz, que o apelidou de Golum, por ele ser parecido com o personagem de O Senhor dos Anéis quando acorda pela manhã. Iniciou sua carreira em 1992, em seriados da TV alemã. A estréia no cinema foi em 1999, no drama Schlaraffenland, do cineasta Friedemann Fromm. Seus filmes mais populares são Adeus, Lênin! (2003) e Edukators (2004). É creditado também como Daniel Bruehl.
- Souleymane Cisse
O diretor, roteirista e produtor nasceu em 21 de abril de 1940, em Bamako, Mali. Recebeu treinamento militar em Moscou. Sua carreira começou em 1973, na direção do filme Cinq Jours D'Une Vie. Seu filme mais recente, Waati, foi indicado à Palma de Ouro em Cannes, em 1995. Já foi membro do júri do festival em 1983.
- Zbigniew Preisner
O compositor nasceu em 20 de maio de 1955, em Bielsko-Biala, na Polônia. Estudou Filosofia e História na Universidade da Cracóvia. Aos 20 anos, começou a estudar música por conta própria, comprando discos e aprendendo sozinho as partituras. A maioria de suas canções tem influência de compositores românticos poloneses, do século 19, e de Paganini e Sibelius. Em 1981, começou a trabalhar com cineastas como Antoni Krauze, em Weather Report, e Krzystof Kieslowski, em No End. Foi com este último diretor que teve o maior número de parcerias, sonorizando muitos de seus filmes, como o premiado Decalogue (1989) e a trilogia A Liberdade é Azul (1993), A Igualdade é Branca (1994) e A Fraternidade é Vermelha (1994), até a morte de Kieslowski em 1996. Outros diretores com quem trabalhou foram Louis Malle, Agniezka Holland e Hector Babenco (Coração Iluminado). Foi indicado ao Globo de Ouro por duas vezes, em 1992, por Brincando nos Campos do Senhor, e em 1994, por A Liberdade é Azul.
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