Ok, não faz sentido uma abelha se apaixonar por uma mulher; também é bem esdrúxulo abelhas falando com seres humanos. E daí? O filme é pra ser fantasia, a incoerência é o pano de fundo da trama. Excluíndo as chatas observações sobre a trama, o filme é a melhor animação do ano, pelo menos pra quem quer uma produção com diálogos inteligentes, ágeis, piadas que fogem do óbvio e situações cômicas envolvendo o absurdo e surpreendendo o expectador. Há muito tempo, não dava tantas risadas altas, acho que dá última vez, foi vendo Era do gelo 2 e Shrek 3. Achei engraçadinho o Ratatouille, mas pouco cômico para adultos; já Bee Movie é político, questiona uma sociedade, muita gente se identifica com a abelhinha revoltada. Sem contar que as piadas inteligentes permeiam seus diálogos constantemente, desde o início. A idéia de sociedade da colméia é genial, ao estilo "Formiguinha Z", muito bem explorada. Assista, vale cada minuto, tanto para crianças quanto adultos.
O filme fala bastante sobre a inquisição, e o triste destino de um pintor talentoso. A interpretações estão fantásticas, e o filme mostra bastante o lado humano de Goya, e a maldade da Igreja. Vale a sessão.
Que coisa... "The Hills Have Eyes" foi uma das poucas refilmagens que considerei de mesmo nível que o original (às vezes até melhores, devido aos efeitos modernos). Essa sequencia foge completamente da temática do filme anterior, com táticas de guerra mesclados a terror teen de última. Os combatentes em treinamento mais parecem um bando de crianças medrosas e inseguras, uqe não sabem pra que serve as próprias armas de combate. Superficial, artificial, banal, e outras coisas que nem vou falar; Será que Wes Craven quería fazer uma mistura de Wolf Creek com Pânico? Será que ele esqueceu a moral da história de seu próprio filme original de 1977? Achei que ele tinah aprendido a lição com a esquecida parte de 2 desse filme, gravada em 1985, caça-níqueis do qual ele se envergonha até hoje. Mediano, para fãs do gênero, e satisfatório, para quem gostou do primeiro. Mas pra quem conhece a fundo as produções de Wes Craven, é dispensável. Ele fez com "The hills have eyes" o mesmo que fez Rick Rosenthal e Paul Freeman com Halloween em 2002 - Halloween Ressurection: um terror teen descartável e previsível.
"30 days of night" não diferencia de produções do gênero fim-do-mundo-vampiros-mortos vivos", nem acrescenta nada a esses estilos de filmes de terror, mas é um passatempo interessante, que prende a atenção - os seres contaminados são cruéis e deformados, as cenas de gore e mutilação são bem feitas e nada gratuitas. Baseado numa HQ, e produzido por Tim Burton, é uma excelente pedida para fãs do gênero.
"Saw" continua sendo uma boa série, a parte III deixou a desejar no terror e suspense, focalizando mais a ação, mas com muita adrenalina. Essa sequencia, "Saw IV", retoma a tensão dos episódios anteriores, e mesmo mostrando desgaste na fórmula, ainda prende nossa atenção com um desfecho, no mínimo, intrigante.